Expedições Acauã 2014 – No místico caminho dos Andes

Instintivamente, o povo Inca deixou para a América do Sul um dos mais importantes legados turísticos criado pelo homem: Machu Pichu, a cidade-Estado construída no século XV só sobreviveu à dominação econômica – e principalmente cultural – dos espanhóis, porque os Incas evadiram-se antes da chegada dos conquistadores e a protegeram entre as montanhas peruanas. Lá vivia a casta do império Inca. Cerca de 1000 pessoas entre famílias de curandeiros, professores, artesãos e, nos rituais mais importantes, a visita dos Reis que viviam em Cuzco. Uma obra sem igual de arquitetura, considerada patrimônio cultural da Humanidade, desde a década de 80.

Este foi o destino principal do grupo “Expedições Acauã” que, há nove anos explora destinos turísticos do Brasil e da América do Sul. Neste ano, os jornalistas Eduardo Ferrari e Ricardo Carvalho; o publicitário Fábio Simonetti, e os empresários Edson Ferrari, Roberto Rúbio e Vitório Cerruti embarcaram em uma aventura pelo Peru e Bolívia, numa viagem de 16 dias, com mais de 8500 rodados em seus próprios carros e muitas aventuras para contar.

Além de Machu Pichu, o grupo visitou a cidade de Nazca, também conhecida mundialmente por suas intrigantes linhas, desenhadas no deserto há mais de 1300 anos e que por conta da falta de chuvas e de vento, lá permanecem instigando teorias. Um destino único para visitação na América do Sul. São desenhos humanos, de animais, pássaros e árvores que só podem ser vistos quando os sobrevoamos em aeronoves. Mas qual o sentido de se ter desenhado tais figuras quando o sonho de voar em máquinas ou balão só viria a se concretizar mais de 1200 anos depois? Mistério…

O “Expedições Acauã” também conheceu a capital Lima (onde na igreja de São Francisco estão os restos mortais do conquistador Francisco Pizarro); o império de Chan-Chan; a maior cidade de barro do mundo, localizada na cidade de Chiclayo; o museu Mochica, na cidade de Trujillo (onde estão os restos mortais e centenas de peças de ornamentos do imperador Senhor de Sipán) e a sulina Arequipa com seus vulcões e construções em pedra vulcânica de uma coloração branca e rica arquitetura barroca.

Um pedaço da Bolívia que faltava…

Desde 2011 quando os Acauãs conheceram praticamente todo o país que um destino na Bolívia ficou pra trás, mas sempre na mente do grupo: a “estrada da morte”, entre Coroico e La Paz. Este ano, o caminho da volta foi reprogramado para esse “acerto de contas” com o turismo boliviano. Foram cerca de 45 km rodados em estrada de terra, com muita neblina e pequenas cahoeiras ladeando a montanha na estrada que infelizmente fez a Bolívia ficar conhecida em todo o mundo por seus acidentes (estima-se mais de 3000 mortes em cerca de 90 anos em que a estrada esteve ativa nos dois sentidos). Num único acidente, foram 96 vítimas que estavam viajando na carroceria de um caminhão. Na internet há imagens e vídeos chocantes.

A viagem desse ano também reservou surpresas para o grupo que enfrentou uma forte manifestação popular em Cuzco. Na tentativa de furar um bloqueio, uma das viaturas teve o vidro traseiro quebrado, atingido por pedras. Descontentes com o Governo do Peru, os manifestantes impediram a entrada e saída de qualquer veículo da cidade por dois dias, num movimento chamado “Paro”. O grupo foi para conhecer a história antiga e acabou fazendo parte também da contemporânea… Jornalistas e fotógrafos à bordo, claro que tudo foi devidamente registrado. Esse é o legado que o grupo traz para o Brasil e, anualmente expõe no Shopping Santa Úrsula em Ribeirão Preto. As viagens do grupo Expedições Acauã tem o apoio do jornal Tribuna, revista Recall, Impacto Centro Automotivo e DTP.

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